Excelente iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, prevê formar 10 mil jovens programadores em 2009, veja matéria completa abaixo:

Os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assinaram dia 11/11/2008, no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), documento que consolida o Projeto ForSoft.

Desenvolvido como experiência piloto desde 2006, com a participação da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o projeto visa à formação de jovens, recrutados em comunidades carentes, como programadores de computador em nível médio.

Participam da solenidade um grupo de estudantes que freqüentaram o curso em vários estados, inclusive no Distrito Federal, que receberão seus diplomas representando simbolicamente o total de alunos do projeto. Também estarão presentes diretores de empresas de todo o País que apóiam o ForSoft com contrapartida financeira e com a contratação dos jovens recém-formados.

O projeto piloto utilizou metodologia de Ensino a Distância (EAD) e proporcionou o desenvolvimento de material pedagógico – apostilas e gravação de aulas em DVD – que congrega todas as matérias necessárias para a formação dos alunos. "A intenção é que esse material formatado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) se torne padrão para futuros cursos com essa metodologia, que venham a ser projetados pelo Ministério do Trabalho", diz Ricardo Saur, diretor da Brasscom. Outra vantagem desse material é que ele é de livre acesso, "o que barateia a implantação de projetos com esse foco", diz o técnico Antenor Correa, da Secretaria de Políticas de Informática (Sepin),

Iniciativa privada

O ForSoft teve investimento de R$ 4 milhões do MCT, por meio da Sepin, e também participação financeira da iniciativa privada, em valor próximo a essa quantia, por intermédio de "empresas-madrinhas" que, além de escolherem a linguagem para a formação dos programadores baseadas nas suas necessidades regionais, selecionaram as cidades onde os cursos foram implantados e se comprometeram com a contratação de um mínimo de 10% dos alunos formados.

A projeção é de, que com a consolidação do projeto, sejam formados 10 mil jovens em todo o País em 2009. Essa fase de experiência, segundo Ricardo Saur, mostrou, por exemplo, que os cursos "não podem ser totalmente por EAD, mas com uma parcela de aulas presenciais, principalmente para o ensino de inglês". Verificou-se ainda que a linguagem do curso deve ser escolhida pelas "empresas-madrinhas", que indicarão aquela que atenda à necessidade da região onde estão instaladas.

De acordo com Antenor Correa, um dos maiores gargalos no setor de informática no País está na área de programadores. "Faltam profissionais, e se as empresas pretendem prospectar mais mercado no exterior, precisam ajudar na formação dessa mão-de-obra", lembra ele. Até porque a formação de pessoal cada vez mais qualificado faz parte das ações apontadas no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação 2007-2010 (PAC,T&I 2007-2010).

Outras recomendações do relatório a ser apresentado amanhã (11) é que o curso seja voltado essencialmente para a capacitação e melhoria do nível de qualificação de pessoas para o mercado de trabalho, embora seja uma via de inclusão social; e deve ter a duração de seis meses com 20 horas de aulas semanais.

Uma das novidades para os próximos cursos é a possibilidade da participação de micro-empresas como "madrinhas". "Elas poderão se reunir em consórcio para o patrocínio dos cursos, comprometendo-se cada uma a absorver um número de formados", informa Saur.

Fonte: Agência CT

1 comentários:

On 18 de novembro de 2008 23:37 , Luciano Zanuz disse...

Excelente iniciativa! Sou totalmente a favor.

Abraço

 
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